A Dançaterapia segundo o Método Maria Fux é um caminho profundo de auto conhecimento, de comunicação com o outro e com a realidade ao redor, através do movimento.

É a possibilidade de aceitação dos limites e da transcendência ao mesmo tempo; uma linguagem do corpo que se manifesta e se afirma seguindo um itinerário de consciência, presença, liberdade, afetividade.

A Dançaterapia põe-se ao lado e integra de forma válida outros percursos como a da medicina tradicional ou da psicologia, mas no processo de formação não necessita de outros complementos, pois baseia-se na sua própria linguagem peculiar , seguindo assim a intuição da própria criadora da Metodologia, Maria Fux.

A formação se articula portanto no conhecimento da dançaterapia como linguagem do corpo, na dimensão da escuta de si mesmo e do outro, nos estágios de condução meticolosamente protegidos e orientados para chegar às aplicações externas dirigidas a grupos de diferentes identidades e com dificuldades ou não.

“Em sintonia completa com a minha mestra Maria Fux afirmo que a dançaterapia é uma longa, talvez infinita, busca do movimento criativo que nos habita. Não se alimenta de receitas ou de invenções que seguem critérios ditados pelo marketing. Creio que é, ao contrário, uma escolha feita de vôos e quedas, uma aprendizagem sábia de escuta, alheia à vaidade e à pressa. Me emociona ver grupos, no Brasil como na Itália, no Nepal, na India, disponíveis a esse encontro que defino sem hesitação, de amor.”, Pio Campo

Alguns temas tratados no percurso formativo:

• desenvolver a consciência do corpo, de suas possibilidades e limites;
• descobrir as dimensões do corpo e recuperar sua unidade;
• o corpo como propulsor de sentimentos e emoções;
• conhecer a relação entre corpo e espaço;
• dimensões e concepções de espaço;
• diálogo com o espaço;
• linha e cor como comunicação com o surdo e o hipoacústico;
• a voz-corpo;
• busca da relação interpessoal através da linguagem não verbal;
• descoberta do espaço interno e seus mistérios;
• compreensão da música através de estímulos não audíveis;
• ritmo interno e a sua relação com a palavra;
• a música vivenciada através das próprias percepções;
• valorização das diferenças físicas e psíquicas como caminhos de crescimento através da dança;
• a dança que compreende e reinterpreta as várias fases e idades da vida;
• compreensão das dimensões visíveis e invisíveis através do movimento;
• o mito dançado como reinterpretação da existência;
• o silêncio: viagem através do corpo.

Plano de Formação